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De amor e sangue Completam-se três anos desde o falecimento do meu pai Alejandro Reymundo, conhecido por todos como Sr. Alex. Na edição de outubro/novembro de 2007 escrevi uma dedicatória a ele na minha Carta da Diretora e ali apareceu, também, uma foto dele comigo. Muitos de vocês me enviaram mensagens comovedoras, que conservo com carinho.
Tenho pensado muito nele nesses últimos dias, não somente porque se aproxima o Dia dos Pais nos Estados Unidos, mas também porque acabo de regressar de uma viagem inesquecível a Galiza, onde tomei conhecimento que o sobrenome Reymundo é, provavelmente, galego.
Parece mentira que esta gotícula de informação me provocou um grande e intenso diálogo interno sobre os fundamentos da identidade de uma pessoa e em que ponto começa a história familiar para o indivíduo. Deixei de lado os temas da etimologia do sobrenome e a genealogia da família Reymundo, para contemplar o tema eterno da força comparativa entre os laços de sangue e os laços do amor.
Para mim a resposta é ambígua, já que não há maneira de determinar, fora da intimidade e totalidade das experiências de cada indivíduo, qual laço é o mais forte.
Se levamos em cada célula a genética de nosso pai biológico e, em cada poro do nosso corpo o carinho, os conselhos e ensinamentos do pai que nos criou e ao qual chamamos papai, então, como separamos uma parte da outra sem destruir o organismo? É como o açúcar na água; uma vez dissolvido, não se separa facilmente, e não é água nem açúcar. Portanto, neste Dia dos Pais, agradeço a Deus pelos dois pais que me deu e que amei toda minha vida.
Ficaria encantada em saber de vocês e de suas famílias, além de ler seus comentários. Por favor, contatem-me no Facebook.
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